Hoje é palavra de ordem a questão ambiental. Todos falam, muitos opinam, mas poucos estão conscientes, esta é a verdade. Cheguei a esta conclusão a partir das opiniões que escuto. É muito grande o número de pessoas que afirma: é verdade que o problema existe, mas há muito exagero. Pessoalmente acredito que ainda se fala muito pouco e as ações ainda são pontuais.
A opção ainda é pelo desenvolvimento a qualquer preço. Na ânsia de resolver as questões econômicas, que são graves, as pessoas acreditam que a solução é o desenvolvimento.
A meta das empresas é crescer, aumentar as vendas, se possível “enxugando” o quadro de pessoal. Ou seja, enquanto a população do mundo aumenta, as empresas querem vender mais, empregando menos. No meu pouco conhecimento sobre a matemática, esta é uma equação que não fecha. As empresas querem o crescimento das vendas, aumentar os lucros e o número de clientes, mas o que vemos aumentar mesmo, é uma população carente que não tem dinheiro, nem para comprar comida.
A miséria humana também é parte das questões ambientais e, a meu ver, o contingente populacional humano, existente no mundo é um fator preocupante. Ao final da Segunda Guerra, quando da criação da Organização das Nações Unidas (ONU), os países participantes daquela reunião histórica concordaram que a paz dependia da harmonia entre os povos e, que esta, só poderia ser conseguida através da diminuição das desigualdades existentes no planeta. De lá para cá pouco mudou.
No início do século XX, a população mundial contava dois bilhões de habitantes; segundo a ONU, antes daquele século terminar, ultrapassamos a marca dos seis bilhões de habitantes, dos quais mais de dois bilhões abaixo da linha de pobreza. A projeção é chegarmos ao incrível número de nove bilhões de habitantes no ano de 2050.
Estas pessoas devem comer. A agricultura, que promoveu um “verdadeiro milagre” na segunda metade século XX, para continuar crescendo, precisa de mais terra – mais transtorno para o meio ambiente. As florestas, que regulam o sistema de chuvas, continuam a ser derrubadas.
Nem todos sabem que o norte da África se transformou em deserto há cerca de 7 mil anos, apenas. A região da antiga Mesopotâmia, atual Iraque, também foi desertificada.
Se o Brasil possui hoje a maior reserva de água doce do planeta, nada nos garante que esta situação vai continuar por muito tempo. O Aquífero Guarani que contém uma quantidade imensa de água mineral, após poucos anos de uso, cada vez mais freqüente, já tem seu volume diminuído.
É verdade que já havia uma tendência natural para mudanças no planeta, afinal ele é um organismo vivo, dinâmico e não estático, cristalizado.
As notícias de alerta, que acendem o sinal vermelho, são muitas. Os tsunamis na Ásia estão cada vez mais freqüentes; as camadas de gelo nas calotas polares diminuem a uma velocidade cada vez maior; no sul do país estão ocorrendo furacões, o que era impensável há muito pouco tempo; as mudanças do regime de chuvas, a diminuição da camada de ozônio, as questões ligadas ao lixo, cada vez mais volumoso, são questões que não podemos deixar de levar em consideração.
Esta semana vimos uma notícia publicada na internet que demonstra o quanto a situação é crítica: na Jordânia, próximo à capital Amã, aconteceu um repentino aumento de temperatura que chegou a 400 graus centígrados. Não errei no número não, é isso mesmo – 400 graus Celsius. A causa ainda está sendo investigada, mas o fenômeno ocorreu quando algumas ovelhas, que pastavam na região da província de Balga, ao entrarem no terreno, enquanto pastavam, “foram completamente queimadas e desapareceram”.
Estes são apenas alguns pontos. Muito mais coisa poderia ser levantada. E ainda se diz que a questão ambiental não é séria?
